Hey,
Agora que já sabemos um pouco sobre o que é a Cirurgia Ortognática, como é feita e para quem é recomendada, vamos falar sobre euzinho aqui (Viva Eu!).
A nossa história, na verdade, começa muito antes da cirurgia...
Quando eu tinha uns 9 anos fui ao dentista fazer uma restauração e limpeza e a Dr. Silvana (não esqueço nunca o nome) logo disse que eu teria que usar aparelho ortodôntico em breve, nunca chegou a citar a relevância do caso ou que era um caso cirúrgico e, até então, ninguém nunca tinha reparado no meu queixo ou nas arcadas, diziam: "Ele tem queixo de Benedito, igual ao avô". Na época eu não me importava muito com a estética do meu rosto e pouquíssimo com a parte ortodôntica, mas queria usar aparelho porque sempre achei muito bonito. Meus pais estavam divorciados e eu morava com a minha mãe que não tinha possibilidade de custear um tratamento ortodôntico, meu pai também estava com dificuldades financeiras e a questão passou batida.
Em algum momento entre os meus 13 e 14 anos de idade eu estava bem incomodado com minha mordida, mais com a parte estética do que funcional, até aquele momento eu não sabia que era um caso cirúrgico e não estava incomodado com o queixo, tinha dificuldades para respirar e estava esperando a idade correta para realizar a cirurgia de desvio de septo. Então ali estava eu e os meus pais em uma consulta com uma ortodontista que ficou fascinada com o meu rosto: Dra. Amanda Risso.
A Dra. Amanda disse logo de entrada que o meu caso era cirúrgico, examinou e me disse algo que me seguiu pelos anos seguintes: "Você é um típico caso de Classe III!". Eu não fazia ideia do que ela estava falando, então começou a explicar que a minha mandíbula era muito projetada e a maxila bem retraída, além do palato que não havia crescido o suficiente. Então eu estava ali ouvindo como o meu rosto era "defeituoso" e descobrindo que as crises de cefaleia e dor na ATM eram causadas por isso.
Dizer que eu só tive a opção cirúrgica seria uma mentira, a Dra. Amanda disse que a maioria dos casos como o meu eram resolvidos com tratamento ortodôntico e cirurgia, porém ela estava estudando um novo aparelho que poderia, não resolver, mas melhorar muito o caso podendo, provavelmente, evitar a cirurgia, Se eu não me engano o nome do aparelho era Damon System. Porém, o custo do aparelho estava entre R$5.000,00 e eu tenho convênio médico pelos Correios, visto que meu pai é servidor, de forma que optamos pelo tratamento convencional e a cirurgia. A Dra. Amanda nos mostrou que o caso era sério e apontou as melhorias funcionais e estéticas que o tratamento causaria. E então, em 10 de agosto de 2009 lá estava eu fazendo minha primeira documentação ortodôntica.
Eis o meu Rostíneo e minhas Arcadas na época.


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