segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Um Certo Caso Victor: Começo do Tratamento

Hey manas e manos, vamos continuar a falar sobre euzinho.

         Euzíneo com a documentação ortodôntica pronta fui para o que eu não sabia, mas seria a pior e mais dolorosa parte de todo o tratamento: os Elásticos Separadores!

                         

         Isso, meus caros amiguíneos, é uma invenção capirotônica que serve para torturar lentamente que as utiliza, é a própria perversidade da ortodontia personificada. Acho que o nome é Elástico Separador para Bandas Ortodônticas, ele é inserido entre os molares e vai inchando lentamente, empurrando os molares para dar espaço para encaixar as bandas. Eu já usei dois tipos de aparelho e uma máscara ortodôntica, já fiz duas cirurgias e nada na minha vida de tratamento doeu mais do que essas coisas, não conseguia comer e nem falar e meu rosto inchou um pouco, foi horrível e eu odiei. A notícia boa é que você usa por alguns dias apenas.
         O primeiro passo do tratamento seria tentar forçar um espaço para os dentes na minha maxila, visto que ela era realmente pequena. Para isso usei um aparelho fixo chamado Hyrax que é um expansor palatino, no meu caso ele tinha quatro bandas e dois ganchos (que me causaram várias lesões na parte interior do lábio superior. Falaremos sobre o Hyrax mais detalhadamente na próxima postagem, mas basicamente basta dizer que ele consiste em um sistema que quando ativado com uma chave empurra os dentes forçando o palato.
         Não sei dizer por quanto tempo eu utilizei o Hyrax, mas depois de um tempo tive que usar uma máscara ortodôntica que me causava muita vergonha. Eu deveria utilizá-la a maior quantidade de tempo que eu pudesse, mas eu basicamente só usava durante a tarde e noite, não usava na escola ou quando saia. A máscara tinha uns elásticos que eram presos nos ganchos do Hyrax, sua área de contato era testa e queixo, assim a força dos elásticos acabava puxando a maxila e empurrando a mandíbula. Comecei com um elástico grande em cada lado, depois de alguns meses passou a serem dois, mais alguns meses e eram dois menores (causava dor, mas nada de muito dolorido). Com a máscara tinha dias em que eu acordava e minhas arcadas quase se tocavam, a movimentação era visível, mas voltava em poucas horas se eu não continuasse usando a máscara. Nessa época tive uma reação alérgica nos pontos de contato da máscara com o rosto, não importava o que eu colocava (gaze, algodão, o próprio revestimento da máscara, malha, seda, enfim) sempre acordava com essas áreas com bolhas de pus. Dra. Amanda disse que isso era causado pelo atrito causado pela força da máscara em meu rosto "Você é muito forte" ela dizia.
         E assim foram os anos (não sei bem quantos foram, mas foram uns dois ou três eu acho) antes da primeira cirurgia. O tratamento teria sido mais rápido, confesso, se eu não fosse um paciente fujão, as vezes faltava às consultas e demorava à remarcar porque eu sou desses que procrastinam com tudo (ou melhor, eu era, agora procrastino só com algumas coisas).

Esse é o Hyrax, acrescentem um gancho em cada banda frontal.
Esses são exemplos de máscara, a minha era cinza porque Deus quis
E é assim,  presa pelos elásticos, a boca fica aberta.

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